As novas gerações estão a acabar com algumas coisas aos poucos: desta vez, trata-se das Harley-Davidson

A Harley-Davidson, uma das marcas de motas mais emblemáticas de todo o mundo, está a lutar agora contra um período menos bom. Longe vão os tempos em que os seus produtos eram os mais desejados e os mais vendidos, sendo que hoje em dia isso não passa de uma recordação…

Há um par de dias, a empresa de gestão de investimentos Alliace Bernstei , enviou uma nota aos investidores a afirmar que baixaram a classificação da Harley-Davidson devido ao défice de vendas da mesma e à consequente falta de rendimento apresentado no mercado.

As vendas por parte da famosa companhia, que representam cerca de metade do mercado norte-americano de motas, baixaram 1.6% de 2015 para 2016. Agora, de 2016 para este ano voltaram a cair 3.9% e espera-se que as vendas sejam ainda menos ao longo dos próximos meses.

A Harley-Davidson Inc. disse que os envios das motas em 2016 não alcançaram as estimativas e a companhia previu que este ano as vendas também se mantivessem baixas.

As acções da companhia, sediada em Milwaukee, caíram em 2%.

Ao que parece, a Harley só enviou 262 mil motas para diferentes partes do mundo quando o esperado era venderem de 264 a 269 mil unidades.

A Alliance Bernstein disse que a geração milenial – para quem não sabe, as gerações nascidas a partir do início dos anos 80 – foi a principal “culpada” deste decréscimo da marca. Eis o que disse o analista David Beckel:

“Os nossos dados sugerem que a esta Geração Y está a adoptar o motociclismo a um ritmo muito menor do que as gerações anteriores. As novas gerações estão a deixar para trás a importância das motas e estas estão entregues a uma reduzida população já mais envelhecida.”

Assim, supostamente a Harley está a perder a força porque as novas gerações estão a perder o interesse em motas que existia noutros tempos. A verdade é que os modelos da marca são lindíssimos.